O que deveria ser um ambiente de estudo e produção de conhecimento transformou-se em um cenário de vigilância e medo para as estudantes da Universidade Federal do Tocantins (UFT). Relatos recorrentes apontam que um homem, já identificado, tem frequentado as dependências da instituição, incluindo a biblioteca e pontos de ônibus, para assediar alunas e monitorar aquelas que considera “vulneráveis”.
Um Histórico de Violência
A preocupação da comunidade acadêmica não é infundada, as denúncias apontam que o suspeito possui um histórico judicial extenso. Segundo as informações levantadas, o possível estalquer responde por tentativa de homicídio no Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO). A presença constante do indivíduo no campus, somada aos novos relatos de assédio, gerou uma onda de pânico em grupos de mensagens de alunos.
Relatos de Assédio e Vigilância
“O assediador da biblioteca está batendo ponto. Fiquem espertas, meninas”, diz um dos alertas compartilhados via whatsapp. De acordo com as denúncias, o homem costuma se posicionar em locais estratégicos, como a biblioteca e os pontos de ônibus internos, para observar e abordar estudantes em momentos de menor circulação. A principal reclamação do corpo discente é a sensação de desamparo. “Ele já é conhecido por essa situação e nada foi feito para retirá-lo do local”, afirma uma das mensagens que circulam entre os estudantes.
Insegurança Além do Assédio
A presença do “assediador da biblioteca” é apenas a face mais visível de um abandono institucional que parece não ter fim. Fontes ligadas à comunidade acadêmica denunciam que este não é um caso isolado de falha na vigilância, pois o campus de Palmas teria se tornado terreno fértil também para o tráfico de entorpecentes. Relatos indicam que a ausência de rondas ostensivas e a iluminação precária em diversos pontos facilitam a comercialização de drogas à luz do dia e durante o período noturno. O sentimento dos alunos, diante deste cenário, é de que estão em uma “terra sem lei”. Todavia eles buscam o direito de estudar em paz.
Suposta Omissão da Reitoria
A revolta é coletiva, relatos dão conta de que a Reitoria da instituição tem ciência da presença do assediador, mas se nega a tomar medidas drásticas para expulsá-lo ou garantir que ele não acesse as áreas comuns. Enquanto o contrato da segurança consome recursos, as mulheres da UFT precisam criar “redes de sobrevivência” para não serem atacadas no caminho para casa. A comunidade acadêmica argumenta que o serviço de segurança privada contratado pela universidade é insuficiente para cobrir a vasta área do campus e garantir a integridade física das mulheres.
Diante do descaso, a comunidade acadêmica já se mobiliza para levar o caso ao Ministério Público Federal (MPF) e à Ouvidoria, exigindo que a segurança deixe de ser um item figurativo e passe a cumprir seu papel de proteger a vida de quem frequenta a universidade.
O grito das alunas é um só: “Até quando a UFT vai esperar para agir? Será necessário que o pior aconteça para que a reitoria saia da inércia“?
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