O Estado do Tocantins, antes conhecido por sua tranquilidade e beleza natural, tornou-se um ponto nevrálgico o mapa do tráfico internacional de drogas e armas de grosso calibre. A localização estratégica do estado, cortado por rodovias federais e com extensa fronteira com outros estados, facilita o trânsito de ilícitos, transformando-o em um corredor para o crime organizado.
Aumento das apreensões e operações policiais
Matérias jornalísticas recentes evidenciam o aumento das apreensões de drogas e armas no Tocantins. Operações policiais como a “ Operação Flak” a “ Operação Rota Caipira“. E as operações policiais em 2024 em Pindorama/TO e a última realizada no mês de março de 2025, em Marianópolis na região do vale do Araguaia no Tocantins, resultaram em prisões de líderes de organizações criminosas e apreensão de grandes quantidades de entorpecentes.
Operação Flak
O grupo criminoso começou a ser investigado em 2018 depois que uma aeronave com 300 quilos de cocaína foi apreendida em Formoso do Araguaia. O principal investigado, apontado como chefe da quadrilha, é João Soares Rocha.
Operação Rota Caipira
A operação Rota Caipira foi deflagrada no dia 26 de abril em Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Mato Grosso, Piauí, Rondônia, Roraima, São Paulo, Amazonas, Tocantins, Maranhão, Ceará e Goiás.
Na época foram expedidos pela Justiça 195 mandados, sendo 28 de prisão preventiva e 95 ordens de busca e apreensão. Além do sequestro judicial de três propriedades rurais, apreensão de 16 aeronaves ligadas ao esquema e ordens para bloqueio até R$ 300 milhões dos investigados. Empresários do Tocantins também estão entre os investigados.
Operação em Pindorama e Marianópolis
A PMTO, em apoio à Polícia Federal, prende quatro indivíduos, incluindo um de nacionalidade boliviana foram presos com pelo menos 400 kg de entorpecentes, por tráfico internacional de drogas pelo modal aéreo durante ação da FICCO em Pindorama.
Caminhonetes e uma moto estavam com os suspeitos para dar apoio em uma pista de pouso clandestina de Pindorama. Entre os presos está um boliviano; eles devem responder por tráfico internacional de drogas.
Alguns fatores que contribuem para o problema
- Localização estratégica: O Tocantins está localizado no centro do país e faz divisa com outros 06 (seis) grandes estados.
- Extensão territorial: A vastidão do estado dificulta o monitoramento e fiscalização do espaço aéreo e as pistas clandestinas que são abertas em pouco tempo especificamente para as operações das organizações criminosas.
- Infraestrutura rodoviária: As rodovias federais e estaduais ligam os estados e nas rodovias há grande fluxo de veículos, o que dificulta a fiscalização e possibilita a escoação das cargas de entorpecentes e armas.
- Crescimento do crime organizado: Organizações criminosas estabeleceram-se no Tocantins, disputando o controle do tráfico e expandindo suas atividades.
Os Impactos na sociedade
O tráfico de drogas e armas de grosso calibre tem sérias consequências para a sociedade tocantinense, como o aumento da violência com as disputas entre facções e aumento de homicídios. A dependência química, pois o número de dependentes têm aumentado e por fim sobrecarregando o sistema de saúde. A sensação de insegurança, onde a população vive com medo da violência e da criminalidade, afinal até os pequenos municípios estão sendo utilizados pelas Organizações criminosas.
Por fim, o combate ao tráfico internacional de drogas e armas no Tocantins exige um esforço conjunto das forças de segurança, do governo e da sociedade. É necessário investir em inteligência policial, tecnologia, treinamento e cooperação entre os órgãos de segurança. Além disso, é fundamental fortalecer as políticas públicas de prevenção e tratamento da dependência química, bem como promover o desenvolvimento social e econômico das comunidades mais vulneráveis.
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